sábado, 7 de maio de 2011

Debate sobre Código Florestal não pode ser monopolizado por "atrasados", diz Marina Silva

Ex-ministra do Meio Ambiente acredita na ampliação do conjunto de leis


A ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, disse nesse sábado, 7, que o país tem condições políticas suficientes para ampliar o conjunto de leis e normas que defendem o desenvolvimento sustentável e a agricultura familiar. Marina criticou o fato de existir hoje um debate centrado no texto do novo Código Florestal, apresentado pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP).

— Em pleno século XXI, o que nós temos: em lugar de andarmos para frente, nós estamos andando para trás. Há sustentabilidade política para, em lugar de ficarmos aqui discutindo reduzir os prejuízos e os riscos do relatório do deputado Aldo Rebelo, nós discutirmos a ampliação dos ganhos para a agricultura familiar, o desenvolvimento sustentável — afirmou Marina durante o Seminário Nacional sobre o Código Florestal, organizado por mais de 20 movimentos sociais em São Paulo.

— Não se pode deixar meia dúzia de atrasados fazerem com que esse debate seja monopolizado e a gente pegue o relatório do Aldo Rebelo e diga: é em cima disso que dá para fazer — acrescentou.

Marina ressaltou que quem está tentando aprovar o novo Código Florestal é uma parcela do setor do agronegócio que não concorda com os avanços da Constituição de 1988.

— A Constituição estabeleceu a função social da terra e um ambiente saudável como direito de todos os brasileiros. Eles não concordam com isso e, em todas as oportunidades que têm, querem revogar a Constituição — disse.

A ex-ministra considerou uma vitória o adiamento da votação do novo código para a próxima terça-feira, dia 10. De acordo com Marina, a sociedade civil vai apresentar as propostas de alteração do texto do código para a Casa Civil.

AGÊNCIA BRASIL

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